Tempo real

A morte morre na correria,
igrejas vitimam heresia,
vida que voa feito balão,
cisma que une em contradição.

Agora é ontem e porvir,
meu eu não é em si,
o outro se mostra presente,
à luz do outro-eu ausente.

Vida não é agora,
Dois segundos se tornam uma hora,
sempre é sempre porque nunca foi
sempre é sempre porque já se foi.

E em meio a tudo isso
sujeito-objeto omisso,
espírito de mim
desvendado em metonímia.

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.