O dia das carruagens de fogo
Eu sou meu país.
Eu sou uma terra.
Eu sou um povo.
Eu não canso,
Mas também não birro.
Não insisto,
mas não resisto.
Que país,
que terra,
que povo?
Não sou mais que sombra
que ilumina a melancolia.
Não sou mais que eu,
nem mais que minha paz.
Um país,
uma terra,
um povo.
E, no final,
a escuridão.
No fim do túnel,
no fundo do poço,
em asas de avião.
Resta o sonho,
resta a vida,
resta o poema.
Nenhum país,
nenhuma sociedade,
nenhum valor.
Eu, só, eu.
Um mundo perdido em si.
18 18UTC Novembro 18UTC 2008 às 4:45 pm
Amei o texto!
Seus pemas me tocam de uma forma que não sei explicar:S
beijoooes!
20 20UTC Dezembro 20UTC 2008 às 10:49 pm
Belo texto, João.
Chamou-me a atenção a imagem que você colocou no site.
Uma obra de Rembrand, artista que pintou um de meus quadros favoritos.
Forte abraço!